CASA

Tão frágil a rua, perfurada de ausências, silêncios e portas fechadas; mas é o olhar rijo delas que te faz envelhecer – pois ainda são os mesmos pés que nos leva-e-trazem hoje, ladeira acima nessa réstia de verão. Já fui muito longe pra não ver nada de mais, enquanto outros efervesciam em si mesmos por aqui e assim dizer. Eu vi o arco-íris se desmanchando e as cores do cubo encaixando em seus lugares; mas ainda há sobressaltos e venta e chove e toda vez o mar revolto. E toda vez eu volto: com malas, tralhas e segredos. E sempre é a mesma primeira vez que eu um dia estive em casa.

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