SOU UM SAPATO, NAO UMA METÁFORA

até porque, é nos significados obscuros que sempre me perco de mim mesma. emaranhada no rumo das coisas, foi, não foi e o que pode vir a ser. ‘uma cadeira, uma cadeira!’ ‘vá buscar’. ela nos diz: fique ali, mas não permaneça. é só um bocadinho, um breve refúgio. a melhor coisa do mundo mas só às vezes. uma rígida, silenciosa e irresistível cadeira. gosto delas, amarelas, e de escrever nas bordas de tudo com minha ininteligível letra. e de chapéus. e cachecóis. cada um de uma cor. de cor, de som. e das coisas, como as coisas são: cadeiras, chapéus, cachecóis; céu, castelos, areia, sol. hoje dói, amanhã não. as coisas como elas vão: fiquei chateada, passou, fiquei feliz, acabou. sem remoer, recordar, resgatar, resolver. só por hoje estou assim, e tudo bem. e você, também?

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