INVERNO: PODE VIR QUENTE QUE EU ESTOU AQUI


cada vez mais de nada e de mais nadas me cerco. as coisas como elas são, uma a cada santa vez (ai, adoro. tudo como deve ser). adoro, sim, santos e hereges, com a mesma intensa vontade. eles estão lado a lado – velho método chinês. venham portanto a mim mesma; estou aqui pronta e prestes. já não me dôo, não dói-me. tudo ao seu tempo, a seu vento, seu inverno manso e doce deslizando entre os ciprestes. hoje estou bem e isso é tudo. cercada de sons e mudo. é inverno outra vez no mundo: de novo as velhas vontades, de novo nada de novo. aí está você sentado, aqui estou eu, quem diria. quem diria o que não se disse? o que morreu engasgado? quem se importa, na verdade? e se não fossem mentiras? se tudo fosse uma música, me diz aí, qual seria?

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