A RAIVA



A raiva ou hidrofobia é uma encefalite infecciosa que acomete praticamente todos os mamíferos: carnívoros – canídeos (cão, lobo, raposa, hiena, chacal), felídeos (gato), quirópteros (morcegos), roedores (ratos e esquilos), ruminantes (bois e veados), monogástricos (cavalo), primatas (homem).

Tanto no homem como nos animais, quando os sintomas da moléstia se manifestam já não há mais cura possível – a morte é certa. Assim, todo tratamento deve ser feito durante o período de incubação, quando o paciente não apresenta sintomas e não manifesta queixas. No homem, o primeiro sintoma é uma febre pouco intensa (38ºC) acompanhada de dor de cabeça e depressão nervosa. Em seguida, a temperatura torna-se mais elevada, atingindo 40ºC a 42ºC. Logo a vítima começa a ficar inquieta e agitada, sofre espasmos dolorosos na laringe e faringe e passa a respirar e engolir com dificuldade. Os espasmos estendem-se depois aos músculos do tronco e das extremidades dos membros, de forma intermitente e acompanhados de tremores generalizados, taquicardia e parada de respiração.

A hospitalização deve ser o mais confortável para o paciente, devendo-se tomar todos os cuidados possíveis para manter seu conforto. Qualquer tipo de excitação pode provocá-los (luminosa, sonora, aérea). Freqüentemente experimenta ataques de terror e depressão nervosa, apresentando tendência à vociferação, à gritaria e à agressividade, com acessos de fúria, alucinações visuais e auditivas, baba e delírio.

Em se tratando do cão, deve-se ter em mente que as inclusões só aparecem com o evoluir da doença, razão pela qual não se deve sacrificar precocemente o animal mordedor, mas sim observá-lo e só matá-lo para a retirada do cérebro e pesquisa dos corpúsculos típicos quando aparecerem sintomas que levem à suspeita de raiva. O animal com suspeita de raiva deve ser isolado e ficar em observação ou sofrer eutanásia para ser realizado um exame do cérebro e tronco cerebral em busca do vírus.

Quando mordidos por animais comprovadamente contaminados, animais não-vacinados devem sofrer eutanásia ou, se o dono não quiser, devem ser vacinados e ficar confinados a um estrito isolamento; se estiver sadio no final do sexto mês, poderá voltar ao seu dono.
 

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