outra vez domingou, meu amor

então desenterraríamos velhos elepês e eu diria ah você também tem esse? que coincidência mais feliz // e também teríamos daqueles quadros de cortiça cheios de fotos sem medo, porque já passou tanto tempo, e parece bom envelhecer // daí tiraria da manga algo surpreendentemente novo, uma história, uma frase, uma mentira // ou algo gravado lá pela década de, não sei / e eu pensaria – ainda que um pouco desconfiada – mas como é que eu nunca soube disso? ou uma maneira de dizer, decentemente, como encontrei o amor da minha vida na zombie walk // o som de chinelos na escada / nossas senhas comuns configuradas / eu trago o livro, você me lê // e a vida, quem sabe faz ao vivo / enquanto você faz planos,

/ faço junto do piano estes versos pra você.

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