CADERNO DE VIAGEM: MALDONADO

Punta del Este y Casapueblo, em Punta Ballena

PUNTA DEL ESTE

Como fomos fora da temporada (março) e durante a semana (quarta a sábado), não dá pra dizer que conhecemos Punta del Este como dizem que ela é: agitada, festiva e cara. Bem, cara é, um pouco. Especialmente na praia, onde paguei 20 reais por uma água mineral e uma tônica.


O Uruguai tem a água engarrafada cara em relação ao Brasil, mas só no fim da viagem descobri que a água da torneira é 100% potável e a mineral em é que custa cara pois é orgulho nacional, considerada das águas mais puras do mundo.



Essa sou eu tentando manter a cara de rica após pagar 20 reais em uma água e um refri

A mão em Punta del Este é parada obrigatória, e só ficamos sabendo depois o nome tétrico: Monumento aos afogados


Levantamos a hipótese dessas aves serem contratadas pelo governo para posar para fotos ao por do sol

Hospedagem: como não tínhamos certeza de onde gostaríamos de ficar, deixamos para decidir chegando lá. Através do Booking encontrei uma boa hospedagem, que recomendo para um pouso rápido e barato: o hotel The Smalleast, que tem bons quartos a menos de R$ 200, uma localização ótima, perto da praia e dos restaurantes, bom atendimento, wi-fi, lavanderia, e café-da-manhã farto. Ah, e frigobar, que enchemos de cerveja comprada no mercado local (Disco).

Quarto com vista para o Farol


Restaurantes: fora da temporada, encontramos três abertos, todos com hostess na porta e tocando bossa nova. Não vim de tão longe pra ouvir versão lounge de o barquinho, então preferimos comer empanadas mesmo.

Não é nada disso que vocês estão pensando — é que a empanada pinga óleo, por isso a posição mais adequada ao consumo é essa

Virgen de la Candelária

Bem o dia em que planejamos visitar Casapueblo, conhecida pelo por do sol magnífico e basicamente o objetivo primordial dessa viagem, amanheceu em plena TORMENTA. Tipo: chuva torrencial, com vento e granizo. Melhorou um pouco, mas ainda estava bastante nublado ao meio-dia quando passamos para conhecer o altar da Virgem da Candelária, padroeira da cidade, que já foi carregada pelo mar e voltou. Muitas pessoas colam no altar placas e azulejos agradecendo milagres.


Agnóstica convicta, apenas agradeci pela viagem e aproveitei pra sugerir, despretensiosamente, que seria legal se a Santa pudesse fazer o tempo abrir à tarde, ainda que as notícias da chegada de uma frente fria fossem desanimadoras. E não é que lá pelas quatro e meia da tarde o tempo inacreditavelmente ABRIU? Yo no creo, pero… No dia seguinte voltamos para deixar nossa plaquinha: gracias por todo, Virgencita.


Aparentemente algum campeonato ganho pelo Corinthians também tem uma mãozinha dela

Já comentei que venta bastante?

Museo del Mar, em La Barra, Maldonado, ao lado de Punta del Este. Instalado numa área de 2.300 m², conta com mais de 5000 exemplares marinhos.

Em Buenos Aires você pode conseguir raviolis até em caixa eletrônico e Uruguai não fica atrás. Mas este lugar, à beira da estrada Interbalnearia perto de Punta Ballena, conquistou definitivamente meu coração


O motorista do busão que nos levou de volta à capital era um uruguaio típico: não largava o kit chimarrão e deu a mão à todas as mulheres para ajudar a descer do veículo

Casapueblo, en Punta Ballena

Ponto alto da viagem, o desejo de conhecer o Uruguai começou depois de ver um documentário sobre este lugar. A casa de verão do artista uruguaio Carlos Páez Vilaró está localizada em Punta Ballena*, a 16 quilômetros ao sul de Punta del Este, na província de Maldonado, e é uma verdadeira obra de arte. Inspirada nos ninhos de joão-de-barro, foi sendo construída aos poucos pelo artista, falecido em 2014, e hoje consiste em um hotel, museu/galeria e um restaurante.

A história de Vilaró é contada por um documentário de 20 min logo na entrada e é ótimo para contextualizar as obras que serão vistas a seguir. O trabalho artístico do uruguaio é muito baseado em suas vivências e parte importante é dedicada ao culto ao sol.

Curiosidade: ele é pai de Carlitos Vilaró, que ficou conhecido como um dos sobreviventes da tragédia dos Andes, acidente aéreo ocorrido em 1972 e tem documentos relacionados a isso na exposição, como cartas e jornais da época, assim como trabalhos artísticos inspirados nesse acontecimento.

(*) Estávamos de carro, mas no blog Viaje na Viagem tem várias dicas de como chegar lá de táxi ou transporte público


Clima nublado na chegada, mas algum milagre fez que ele abrisse em questão de poucas horas















O gato de Carlos Vilaró e o meu, rs


O ingresso ao museu é pago em dinheiro (aproximadamente R$ 25) e dá direito a ir e voltar do museu por uma semana. Então é possível visitar o museu, curtir a tarde nas falésias do lado de fora e voltar para ver o pôr-do-sol, quando tem uma cerimônia onde se ouve a gravação de um poema na voz de Vilaró. É cafona? Não vou dizer que não, mas faz todo sentido com o lugar e acaba sendo muito legal.





Parece que o artista está vivo, mas é apenas uma foto.

Para terminar, uma lua cheia. Que mais posso querer, Uruguai?

Mais informações sobre o museu:

http://www.carlospaezvilaro.com.uy/nuevo/museo-taller/

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