CADERNO DE VIAGEM: MONTEVIDÉU

A cidade mais legal do mundo

1. CIUDAD VIEJA


Ciudad Vieja é o centro antigo da cidade, ao lado do porto, e o melhor lugar pra começar a conhecer a cidade. Assim como no centro de SP, é formado em boa parte por calçadões (peatonales) e edifícios antigos, de uma arquitetura antiga, meio descuidada porém fascinante. Por lá parece que tudo parou no tempo. Primeira parada após aquela conferida básica no rio que parece mar: o centro gastronômico Mercado del Puerto.

Rambla Francia, ao lado do porto: muito vento e vista pro Rio da Prata

Melhor lugar da cidade para comprar souvenirs e comidas típicas

Esqueci de fazer foto, vai essa do Google Maps


1. Prato: paella (R$ 60, serve dois) e cervejinha Patricia (inclusive sdds). 2. Grupo de rua tocando música brasileira sofisticadíssima: Michel Teló

Já no primeiro passeio deu pra notar a diferença no ritmo de vida da cidade. Era uma sexta-feira, e algumas lojas de artesanato local estavam encerrando as atividades pois havia passado um cruzeiro por lá logo cedo e estavam dando o dia por concluído… à uma da tarde. Porém o Mercado estava funcionando para o almoço com ótimas opções em carnes (assadas na lenha) e frutos do mar, então tudo bem.

Nos calçadões, poucas porém boas lojas abertas, entre elas: livrarias, lojas de discos, grow shops e lojas de artesanato.

Meus lugares favoritos em Ciudad Vieja:

Peatonal Perez Castellano

Livraria Moebius

Recomendo especialmente uma visita à livraria, que tem uma excelente seleção de livros e coisas, entre elas o objeto de desejo de 9 entre dez viajantes com orientação política à esquerda: a estatueta do Mujica tomando chimarrão (R$ 120). Nas lojas de discos pode se encontrar boa música brasileira, tanto à venda como na trilha sonora de fundo.

Livraria Moebius, no calçadão do centro de Ciudad Vieja. Tem miniatura do Pepe Mujica e uma excelente seleção de livros e objetos




Más Puro Verso, Libreria & brasserie (peatonal Sarandí, 675)


A luz do Uruguai é mesmo ótima pra dar uns closes

Tem arte ubana sim

Protestar o pessoal protesta mesmo






Grow shops

O consumo de maconha no Uruguai é liberado, mas só para cidadãos uruguaios, e a venda é feita em farmácias. Mas como é legalizado, pode ter lojas com artigos de cannabis e para plantio.


Legalize mas só pra quem mora lá — a grow shop Cañabis Protectio (Alzáibar, 1365, travessa da rua Sarandí) tem um bom acervo de sedas e roupas de cânhamo que não vão dar problema na volta ao Brasil

Favor não insistir

Plaza Zabala




Peatonales


1. Cantor de rua coreano dando a volta ao mundo cantando Hey Jude; 2. Mural de Joaquín Torres García, o Romero Britto deles

MUSEUS (en Ciudad Vieja)

Museo Cabildo

Montevidéu é uma cidade rica em museus de todos os tipos — de arte indígena pré-colombiana até o recém inaugurado museu da cannabis — , a maioria pagos, a uma média de R$ 20 o ingresso.

Como opção gratuita, o Museo Cabildo*, localizado em frente à praça da Matriz, traz um bom acervo de peças e informações históricas da cidade.


Museo Cabildo Montevideo: Artigas era um cara importante mesmo (tem várias ruas com o nome dele)



Museo Cabildo Montevideo: não sente nos objetos históricos







Catedral Metropolitana de Montevidéu

Do outro lado da praça da Matriz, vale a pena visitar a principal igreja católica da cidade e provável destino de metade do ouro dos Andes. Tudo brilha.

Catedral Metropolitana de Montevideo (Iglesia Matriz)

Também nessa praça, aos sábados, tem lugar uma feira de antiguidades. Dica: os vendedores uruguaios são afeitos à formalidades, então não é de bom tom chegar mexendo ou perguntando o preço das coisas. Comece a relação com um tradicional “buen dia”. Então solicite: “¿puedo ver?”, e ele dirá “si, claro, como no”. Já na Argentina pode mandar à seco “¿quanto cuesta?” e economizar tempo e o humor do vendedor — que não é muito.

Museu Torres García

Em homenagem ao famoso pintor uruguaio Joaquín Torres García




Endereço: Sarandí 683

Museu de Arte Pré-colombiana e Indígena

Valioso acervo arqueológico e etnográfico dos povos originários da América




Com quantos paus se faz uma canoa?














Casa Lavalleja

Esta casa colonial, construída em 1783 é a antiga residência da família Lavalleja.














Endereço: Zabala 1469

Plaza de la Independência e Mausoléu Artigas

Plaza de la Independencia; vale a descida ao subsolo para conhecer o mausoléu do Gal. Artigas e um pouco mais de história da América



Domingo: Feria Tristan Narvaja

Um programa realmente imperdível é a feira de rua que ocorre todos os domingos no bairro Cordón (mais ao centro), na rua Tristán Narvaja. Começa bem cedo e termina por volta das 15h, 16h.

Surgida no começo do século passado, mistura artigos novos, usados e alimentos. Pode-se encontrar, lado a lado, uma barraca de livros e outra de queijos, antiguidades e aparelhos eletrônicos de todo tipo, discos, roupas novas ou usadas, artesanato local, e quinquilharias industrializadas; pessoas que resolveram vender ou trocar seus eletrodomésticos como geladeira e fogão e até lojas de material de construção com uma dezena de esquadrias de alumínio para janelas.


A feira não tem padronização alguma, e é impossível calcular o número exato de barracas, que varia de 1 mil a 3 mil, se estendendo pelas transversais da rua da feira original. A maioria dos vendedores só aceita pagamentos en efectivo, então guarde algum dinheiro vivo para as compras (veja + fotos) e tempo para ver tudo.


Feria Tristan Navaja, aos domingos: o Uruguai está aqui tudo junto e misturado





2. PUNTA CARRETAS

Na zona sul da cidade, seguindo pela rambla que circunda a cidade à beira do Rio da Prata, está o bairro de Punta Carretas. É um bairro calmo, com infraestrutura, lojas e bons restaurantes, além de estar localizado próximo à uma praia e ao excelente parque Rodó.





Hotel Intercity: cheguei e não queria mais ir embora #VidadeBoy

Por-do-sol na rambla

A Rambla é uma avenida de mais de 22 km de comprimento que ladeia a costa do Río de la Plata. As principais ramblas de Punta Carretas são a Rambla Ghandi, mais ao sul, e a Rambla Presidente Wilson, ao lado da praia Ramírez e próxima ao parque Rodó, a melhor para ver o por do sol. Para quem mora no Brasil, as praias não são muito convidativas. Por ser de rio, são de cor marrom; mas pela localização, são bastante mexidas, venta e faz frio, a não ser no alto verão. Porém o parque linear que se forma ao longo da rambla é um ótimo lugar para aproveitar o fim de tarde. Muitos moradores levam cadeiras de praia e chimarrão, vão passear com o cachorro, andar de bicicleta ou fazer yoga ao pôr-do-sol, tudo naquela calma característica da cidade.

Rambla Presidente Wilson, próximo à Punta Brava


O ‘mar’ é bravo, não tem grades nem sinalização; quem for com crianças deve ficar de olho




Uruguaio e sua yoguinha ao por-do-sol


Venta um pouquinho

As ramblas em geral estão divididas em: calçada para pedestres, ciclovia e parque; porém as regras não são rígidas e tem gente andando na ciclovia, pedalando na calçada e na grama. Isso não é um problema, visto que não tem muita gente e todo mundo consegue conviver numa boa. Um velhinho de scooter na calçada não causou espanto a mais ninguém.

Rambla Presidente Wilson próximo à Playa Ramirez e Parque Rondó

Ao lado do Parque Rodó, perto da rambla presidente Wilson, na Av. Sarmiento, tem um parque de diversões com roda gigante, carrossel etc chamada Juegos del Parque Rodó. Na barraca de churros, já conhecidos dos brasileiros, também servem TORTA FRITA, por apenas 2 reais. Uma delícia, experimentem


Entre a playa Ramírez e o clube de Pesca, o melhor por-do-sol de Montevidéu


Candombe em Punta Carretas

Na sexta-feira a ideia era ouvir música local e fugir das casas ‘pra turista’, quando ouvimos um batuque e fomos seguindo o som. Era a comparsa Los Chinchin. Assim como outros corsos, se juntam pra ensaiar o candombe uma vez por semana, se preparando para as ‘llamadas’, concursos que acontecem no carnaval. Os ensaios são mais reuniões de amigos do bairro, muitos jovens, velhos e crianças.


Se reúnem ao fim de tarde de sexta/sábado e vão pelas ruas tocando, dançando e cantando, de vez em quando parando pra descansar, beber vinho de caixinha e cerveja litrão, fumar un porro (“acá es legalize”, me informaram), conversar um pouco. Aí acendem uma fogueira, aquecem os tambores e seguem assim até de madrugada. Os carros param e esperam a passagem do grupo, que segue sem reclamações dos vizinhos, sem muita burocracia, sem stress e, como eles mesmo disseram: sin apuro, sin apuro.



3. POCITOS

Playa Pocitos

Pocitos é um bairro de classe média-alta da capital, com vários cafés e restaurantes, onde fica a praia mais famosa da cidade — e o mais próximo que encontramos de uma praia brasileira em Montevidéu.

Se não for pra fazer foto clichê nem viajo

Rambla Pocitos, ensolarada pero que friaca

Jogo de handbol, o esporte local


Chimarrão, a bebida nacional. Os uruguaios não desgrudam de kit cuia+bomba+garrafa térmica e em vários lugares pode-se abastecer de erva e água quente

MAPA DA CIDADE

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