HAY QUE PROTESTAR

Na última vez que fui a Buenos Aires, em 2017, estava sendo convocada uma greve geral e uma série de protestos – situação cotidiana de metrópole na América Latina né, aqui no Brasil a coisa também estava fervendo com Fora Temer e denúncias de golpe.⁠ Com uma dose da habitual desilusão, perguntei a um taxista se os protestos por lá costumavam dar resultado, se com a pressão popular eles conseguiam ser ouvidos, se de fato mudava alguma coisa.⁠

Ele me respondeu meio dando de ombros: “Que sé yo… Pero hay que protestar. Si no, parece que estamos contentos con lo que hacen”.⁠

Mesmo sem muita esperança, perspectiva de impeachment, ou que de repente se faça uma luz e o Brasil consiga comprar vacinas suficientes, que se consiga frear o desmate, o genocídio indígena, a fome, a violência policial, o negacionismo, o despreparo, o desrespeito com a população, achei lindo ver tanta gente disposta a dar as caras, nas redes ou nas ruas, a se juntar pra botar pra fora um grito, um protesto, um desabafo, um gesto de: não concordamos.

E, como a frase que ouvi (também de um argentino): Não tem esperança? Tudo bem, vai sem mesmo.

Nem que seja aos poucos: vamos avançar.
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