E POR FALAR EM COISA ALGUMA

digamos que não tem nada sólido aqui (só a vontade de contar da luz nas cortinas beges de renda e da menina com caxumba no fim da rua, nada mais). também você deve pensar, de vez em quando 'mas afinal' - muito intrigado - 'onde foram parar esses sapatos?' ou como eu, consolar-se 'vai ver … Continuar lendo E POR FALAR EM COISA ALGUMA

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I Don’t Know What I Can Save You From

A última vez que passei por aqui pensava vagamente em Nietzsche, Deleuze, Derrida sem nada entender e aproveitava, como hoje, um azul que o outono traz (e depois leva pra lá) A última vez que passei por aqui pensei exatamente o que eu deveria ter dito , mas com muitos minutos de atraso (e nunca … Continuar lendo I Don’t Know What I Can Save You From

ONDE A DOR NÃO TEM RAZÃO

São Paulo, aniversário da cidade >> 01 (hum) MANIFESTANTE com potencial destrutivo moderado, portando um estilingue e quatro pacotes de bolinhas de gude sendo ESPANCADO > por 50 fãs do PAULINHO DA VIOLA, incluindo > 1 agressor que dava bordoadas com um par de MULETAS > 4 seguranças ligeiramente incompetentes tentando proteger o desgraçado da … Continuar lendo ONDE A DOR NÃO TEM RAZÃO

ÁGUAS DE MARÇO

que venham a nós todos os mares, calmos ou bravios; rios subterrâneos, grandes águas atravessáveis, geladas com ou sem gás; lagos sobre lagos, nascentes, riachos, águas ancestrais; águas que levam, que trazem, que vão. e que tenhamos barcos e remos, braços, cordas, velas, ventos; e claro, alguma razão.

Sou eu Bola de Fogo

ainda não é a estrela de belém, mas já é 2012: um meteoro se desintegrou no ar enquanto ia rumo a dallas esta semana (essa foi por pouco, amigos). uma súdita indiana da coroa inglesa cometeu harakiri - a monarquia segue a mesma: mítica e barraqueira. indiferente à iminente queda do capitalismo, o paulistano promete ser generoso … Continuar lendo Sou eu Bola de Fogo

Something Beautiful

alguma coisa entrou em erupção no chile ontem à noitecancelando viagens da classe média a barilochee algum outro dano em plantações ou coisa assim, no segundo parágrafo.claro que enquanto isso,em algum lugar do planeta uma monarquia deve estar sendo ameaçadae uma transexual ser a mulher mais bonita do mundo em 2012não nos causará mais nenhum … Continuar lendo Something Beautiful

a raça humana é uma semana

então é domingo de novo. enquanto algumas pessoas queimam as pestanas na tarefa de descrever, filmar ou poetizar o cotidiano de gente comum, eu cumpro minha parte, sendo comum. churrasco de sábado, macarrão de domingo, genipapada e alguns amigos bons, isso não quer dizer nem menos nem mais; desde a fulana que gasta o domingo … Continuar lendo a raça humana é uma semana

no fim dá tudo na mesma

"mundo virtual pode reabilitar paralíticos", hm, mas pode fazer um estrago em paranóicos, que nossasenhora. // toda vez que chove a internet fica lenta. será o tráfego de dados? o paulistano não aguenta mais. / paulistano aliás, só fica indignado com o trânsito. outro dia um viaduto caiu em cima de um carro e o … Continuar lendo no fim dá tudo na mesma

It’s all right ma’

tenho começado toda conversa / preenchido qualquer lacuna, com / tenho trabalhado demais // paulistano tem um fetiche com isso? / nos encontramos pra tomar cerveja e competimos pra ver quem trabalhou mais / quem trabalhou no domingo / quem vai ficar de plantão no carnaval /@vitorfasano, olhai por nós // e tenho visto comédias … Continuar lendo It’s all right ma’

sim, mas não no sul

são paulo, viajo porque preciso, volto porque te amo / ou viajo porque amo, volto porque preciso / em casa tive uma crise de pra que isso tudo, só preciso de um par de chinelos, mas já passou / na estrada, li "descompensados anônimos" onde estava escrito "compensados anatômicos"; talvez fosse o caso de ficar … Continuar lendo sim, mas não no sul

outra vez domingou, meu amor

então desenterraríamos velhos elepês e eu diria ah você também tem esse? que coincidência mais feliz // e também teríamos daqueles quadros de cortiça cheios de fotos sem medo, porque já passou tanto tempo, e parece bom envelhecer // daí tiraria da manga algo surpreendentemente novo, uma história, uma frase, uma mentira // ou algo … Continuar lendo outra vez domingou, meu amor

muito pouco sangue

quarta-feira // elizângela me cobrou uma coca-cola e meio quilo de café às 21:11, dois anos atrás - e ainda vive ao meu lado, colada na parede. então quem sabe ainda algo persista. mas pra que ficar triste por um chinês, por um rim, ou comprar mais um maço de cigarros sendo que não acabou? inútil esforço; … Continuar lendo muito pouco sangue

há uma sutil diferença entre vivos e mortos

Os mortos não vivem mais. Vivos não descansam em paz. Mortos não saem dali. Ninguém sai vivo daqui. Vivos não sabem viver. Mortos souberam morrer. Há vivos mortos. Há mortos vivos. Mortos não mais importam. Vivos não mais se importam. Vivos são quentes; mortos são frios. Vivos estão cheios. Mortos são vazios. Vivos vêm e … Continuar lendo há uma sutil diferença entre vivos e mortos

Dance me to the end of love

sim, podemos concordar em deixar pra lá a noite escura - até porque, é lua cheia e desmedida, sabe lá. chega de 'houve um tempo' e rabos de lagartixa. afinal, é preciso blá blá blá, todos sabemos e a ninguém é dado alegar: sem eclipses, sem elipses, sem prego ou ponto final. mesmo os velhos … Continuar lendo Dance me to the end of love