Eu era feliz e ninguém estava morto


todo dia alguma coisa já faz anos; a não ser as que nasceram outro dia – muitas delas, nem bem natas, ficaram afogadas naquele pântano de preguiça e desilusão. vamos deixar tudo assim, como a areia da gata e o vaso do manjericão morto. vamos plantar outra coisa nesse espaço.

todo dia aquele dia faz seu próprio aniversário. e todo dia se comemora um nome santo – mas nunca o meu, que é pagão. todo maldito santo dia, dias vãos se repetindo; dias se auto-entrelaçando, em infinitas relações que se roçam ano a ano.

também hoje minha tristeza faz mais um aniversário.

2 comentários sobre “Eu era feliz e ninguém estava morto

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